terça-feira, 25 de novembro de 2008

Birla Mandir



Este é o templo hinduísta de Birla Mandir, em Déli, um dos principais locais de culto indianos e importante atração turística da cidade. É um templo moderno, consta que foi um dos primeiros da Índia a não ter restrição de casta e chegou a ser freqüentado por Gandhi.
As divindades principais do templo são os consortes Lakshmi e Vishnu, representados em coloridas imagens no interior (não se pode tirar fotos do interior, como também não se pode andar com os pés calçados).
E... neste mesmo local, não pude deixar de me surpreender com os extintores de incêndio. Fotografei-os, é claro:
Juro que é verdade!

sábado, 25 de outubro de 2008

Chineses

Antes de viajar, eu imaginava que o contato com os chineses pudesse ser um tanto desagradável. O estereótipo que eu tinha era de um povo um tanto fechado, quase antipático para os padrões brasileiros.
Pois os chineses me surpreenderam demais, positivamente. Não seria exagero dizer que entre as melhores coisas que a viagem me proporcionou está o contato que tive com tantas pessoas na China.
Sim, é claro que encontrei muitos turistas de diversas partes do mundo, especialmente em Pequim. Afinal, era época de Jogos Olímpicos. E conversar com tanta gente de sotaques e costumes diferentes (espanhóis, italianos, alemães, ingleses, franceses, australianos, estadunidenses...) é, sem dúvida, fascinante. Esta troca de experiências não tem preço! Mais: conversar com gente que, de certa forma, estava na mesma situação que eu, tão longe de casa, foi fundamental para que eu me sentisse mais à vontade naquela terra "desconhecida".
Mas nada se compara a conversar com os chineses. Assumo o risco da generalização e digo, sem hesitar, que se trata de um dos povos mais simpáticos e mais cordiais com que eu já tive contato. Alguns podem dizer que tive essa impressão por se tratar de Jogos Olímpicos. Pois bem: eu senti o mesmo em diferentes cidades durante e depois do evento. Mais do que isso: não acredito que fosse possível mudar tão profundamente a atitude das pessoas em tão pouco tempo, apenas para os Jogos.
Cito dois exemplos.
Em Pequim, demorei um pouco até encontrar um computador para me comunicar com o Brasil. E consegui quando resolvi perguntar, em mandarim, a uma chinesa que passava na rua. Ela vinha com sacolas de supermercado nas duas mãos. Parou, pensou e afinal respondeu que sentia muito, mas não sabia onde havia uma lan house. Segui então meu caminho e ela o dela. Instantes depois, percebi que ela vinha atrás de mim, ofegante (carregava umas tantas sacolas!). Havia se lembrado. Com gestos, fez sinal para que eu a seguisse. O mínimo que pude fazer foi ajudá-la com as sacolas e segui-la. Andamos umas três quadras, viramos uma esquina, entramos num prédio e só então ela me apontou a lan house. Eu mal podia acreditar e me desdobrar em todos os agradecimentos chineses que eu sabia...
Noutra ocasião, eu estava para entrar no Ninho de Pássaro e queria ligar para o Brasil avisando que eu estaria no estádio. Mas não encontrava orelhão. Perguntei, então, a um chinês se ele sabia onde havia um telefone público. A resposta: não, nestá área não há telefones públicos, mas pode usar meu celular. E me estendeu o telefone! Eu agradeci e recusei, dizendo que se tratava de uma ligação internacional. Pois vocês acreditam que, mesmo assim, ele insistiu, disse que não se importava, que eu ficasse à vontade? Não tive coragem de aceitar, mas saí com uma impressão ainda melhor do que aquela que eu já estava formando a respeito dos chineses.





Fotos: alguns dos amigos que fiz na China.

segunda-feira, 8 de setembro de 2008

Álbum de viagem

Claro que, quando se trata de uma viagem como essa, todo mundo fica ansioso para ver as fotos. Pois aqui vão algumas, embora eu mesmo não tenha tido tempo de olhá-las com calma.

Templo do Céu, em Pequim


Caverna da Flauta de Bambu, em Guilin


Taj Mahal, em Agra

quinta-feira, 4 de setembro de 2008

Taj Mahal


Há monumentos e paisagens que, por mais que estejam presentes em fotos e no imaginário da gente, são ainda mais impressionantes ao vivo. O Taj Mahal é um deles. Belo, imponente, emocionante por todos os ângulos.
É um monumento para se ficar parado, olhando. Em seguida, uns passos para lá, e de novo olhar para ele. Descobrir cada novo ângulo. Depois, tomar fôlego (tanto por causa da beleza cintilante dele quanto por causa do calor indiano) e, de pés descalços e no sentido horário, circular ao redor do cenotáfio.
Cenotáfio: é o mesmo que uma tumba, porém sem restos mortais. Uma tumba simbólica. Pois, embora seja conhecido como o Monumento do Amor, o Taj Mahal é um mausoléu. Mas praticamente nada nele lembra um mausoléu. É tão branco, belo e brilhante, são tantos os detalhes esculpidos e incrustados no mármore! É de tirar o fôlego.
Mesmo depois da visita ao Taj Mahal, ele continua me acompanhando de vez em quando. Pois, de tão imponente, ele é visto facilmente de outros pontos de cidade e, especialmente, do forte de Agra. De repente, entro por um corredor, dobro uma esquina e lá está ele, lembrando que existem, sim, coisas que valem muito a pena serem vistas, degustadas e compartilhadas.

terça-feira, 2 de setembro de 2008

Os olhos da Índia

Se as mulheres indianas são bonitas? Bem, há bonitas e outras nem tanto, como em qualquer lugar. Mas não é isso que chama a atenção. Eu achava que o que chamava a atenção era a roupa - tantos sáris diferentes e coloridos. Porém, eu me dei conta de que não é só isso.
O olhar... Os olhos são uma das poucas partes do corpo que elas mostram (às vezes, a única parte). E é dificil encontrar os olhos de quem quer que seja por aqui.
As indianas têm olhos misteriosos. Não, não quero dizer que sejam atraentes. São olhos fugazes. Olhos que fogem. Olhos que sentem medo.
Mistério, fuga, medo. Esses olhos escondem fantasmas. E fantasmas podem, sim, ser assustadores.
Só são olhos, talvez, para o marido e o pai. São fantasmas. Não são olhos para capa da National Geographic; são olhos que marcam bem fundo quem por acaso cruzar com eles.
As mulheres indianas não falam com estrangeiros. Não falam com estranhos. Não falam. Bem, há algumas que chegam perto - mas não é fala, é um gemido. São mulheres grávidas ou com um filho no colo e que, levando as mãos à boca num gesto de partir o coração, pedem esmola.
Elas não pedem socorro. Ninguém lhes ensinou a pedir socorro. Nem há quem ensine fantasmas a agir como seres humanos. Sim, seres humanos, quem vai socorrer as mulheres indianas?
Os olhos dessas mulheres são a paisagem mais sincera que encontrei na Índia.

Quanto vale um passeio de elefante?

Hoje eu andei de elefante. Como descrever? Era um elefante indiano, claro, com aquela cara amiga de elefante. Pintado e decorado com as cores que se imagina nas pinturas mais otimistas. E o passeio? Bem, foi literalmente mais uma "volta" que um "passeio". É algo diferente. Primeiro, porque se vê tudo do alto. E também porque o sacolejar do elefante não se parece com nada de que eu me lembre - nem cavalo, nem um barco, nada mesmo. Mas seria agradável e divertido. Valendo, assim, as 500 rúpias que paguei - equivalentes a 25 reais ou cinco Maharaja Mac com coca-cola e fritas. Sendo que Maharaja Mac é o sanduíche que o McDonald's mais vende aqui, pois é óbvio que nao existe o Big Mac tradicional.
Bem... O que incomoda, na Índia, é que, já na metade do caminho, o condutor do elefante começa a me pedir gorjeta. "Tip! Tip! Tip!" E, quando desci do elefante, mais pedidos de gorjeta além do pagamento que havia sido acertado. Eles são amistosos e solícitos, mas somente enquanto esperam receber algo em troca. Não é a quantia que incomoda, é o assédio. E sabe no que mais eu pensei? No pobre do elefante, que tinha ainda menos escolha do que eu. Se eu estava me sentindo incomodado, que dirá o elefante! Fiquei com pena, sim. Perguntei o nome e me disseram que era Pashna (se é que meu ouvido entende algo de hindi). E o tal condutor não parecia ter cara de quem tratava tão bem o Pashna... Pobre amigo!
Sim, eu andei de elefante. Tenho fotos disso e, certamente, historias para contar enquanto houver gente disposta a ouvir. Por apenas 500 rúpias, fora a gorjeta. Mas para o elefante quanto terá custado esse passeio e tantos outros?

segunda-feira, 1 de setembro de 2008

India

De repente, estou num outro planeta. Esta eh a sensacao. Tudo eh diferente, tao diferente que nao adianta muito se preparar, ler livros e guias de viagem. As pesoas (fisionomia, maneira de vestir, atitudes). O transito e a organizacao (?) indecifravel das ruas. Os costumes, a cultura. Coloco o peh na rua e nao sei por onde comecar... A melhor solucao que encontrei foi contratar um motorista para me levar aos principais lugares de Delhi, que, alias, sao muito bonitos. Um "city tour" privado - por sorte, eh barato, cerca de 25 reais pelo dia inteiro. O inconveniente eh que o "city tour" varias paradas em lojas para turistas, essas sim bastante caras.
Aqui em Delhi eu estou me sentindo realmente sozinho. Nao consigo me sentir em casa. Isto eh algo que eu nao senti na China: lah eu conseguia entender como as coisas funcionavam e, havia mais turistas em situacao parecida com a minha e, alem disso, os chineses eram receptivos e prestativos. Bem, os indianos tambem sao prestativos, mas eh diferente, eh uma atitude mais servical, que me deixa pouco a vontade. Os chineses se esforcavam para ser amigos e nao queriam nada em troca. Os indianos se esforcam para serem criados e insistem em receber gorjeta. Por mais que a gorjeta seja insignificante, a situacao acaba nao sendo tao agradavel quanto poderia ser...
Vejamos... Dizem que a India sempre choca no comeco, mas que a gente se acostuma...

sexta-feira, 29 de agosto de 2008

Yangshuo


Em Yangshuo, ponto final do passeio de barco pelo rio Li, resolvi virar balseiro e comedor de arroz...
Brincadeira, é claro. Mas este é um dos inúmeros balseiros desta região. Estes balseiros, pelo visto, ainda vivem à moda antiga (e nao só por causa do turismo!). Notem, ao fundo, os picos de carste. Sao montanhas de calcário, ou seja, boa parte delas é "oca" - o que significa dezenas de cavernas para serem exploradas! Muitas destas cavernas têm gravuras e inscrições budistas. Eu sabia que este tipo de gravura em pedra era comum em outras partes da China, mas não esperava encontrá-lo aqui. Então, foi mais uma das belas surpresas que tive!

Música chinesa

É claro que uma viagem por um lugar culturalmente tão diferente merece incluir (no mínimo) um capitulo sobre música. A música chinesa usa instrumentos diferentes dos nossos e, até mesmo, uma teoria musical um pouco diferente. Isso, por si só, já faz com que ela seja fascinante. Mas ainda há o fato de a língua chinesa ser uma língua tonal, o que torna cada canção muitíssimo melódica.
Tons
Há quem diga que, no "idioma" gaúcho, bah é uma palavra que pode ter diferentes significados conforme a entonação: há o bah de exclamação, de espanto, de descrença, de alegria...
Agora imaginem uma língua em que cada silaba tem uma entonação especifica. Uma língua em que, mudando a entonação, mudam o significado e o caractere usado para escrever cada sílaba. Esta é a língua chinesa, e é por isso que se diz que é uma língua tonal - são quatro tons possíveis para cada vogal, além do tom neutro. Eu estou achando que, para um chinês entender uma palavra no seu idioma, o tom chega a ser mais importante que qualquer outra coisa. Só assim para explicar a dificuldade que temos em nos comunicar, mesmo quando esforço ao máximo a minha pronúncia!
Enfim, uma consequência dessa complicação toda é que as canções chinesas possuem essa dança dos tons que não se encontra na musica ocidental...
CDs
Pensei em levar para o Brasil um CD de musica tradicional chinesa e outro de musica pop. Mas... minha nossa, eh tudo muito barato! Agora que dei por mim, minha bagagem jah ganhou o acréscimo de nove discos! E, no total, eu paguei soh o equivalente a uns vinte e tantos reais!
Os mais caros foram um álbum duplo com a "trilha sonora" oficial dos Jogos Olímpicos. Provavelmente será uma boa lembrança das musicas que tocavam nos locais de competição - aliás, tocavam na cidade inteira. Além desses, tenho outros: musica pop (pedi para a vendedora o que eu tenho ouvido no rádio), musica tradicional chinesa e... musica tradicional mongol!
Só vou escutar tudo isso em casa - certamente, todas essas lembranças me farão viajar ainda por um bom tempo, mesmo depois de ter voltado ao Brasil!

quinta-feira, 28 de agosto de 2008

Na Grande Muralha


Finalmente consegui publicar alguma foto! Bem, nao escolhi muito - peguei um dos 3 CDs que eu jah gravei, e calhou de ser do dia em que fui a Muralha. Entao aqui vai uma imagem de lah! Simplesmente inesquecivel!

Guilin, Yangshuo e arredores

Eu achava que o Brasil, muito provavelmente, tinha as mais belas paisagens naturais do planeta. Bem, hoje eu descobri que, no minimo, a China eh uma "concorrente" muitissimo forte!
Estas paisagens do sudoeste do pais sao simplesmente espetaculares! Tao bonitas que fica dificil descreve-las sem usar simplesmente os adjetivos de praxe - bonito, lindo, maravilhoso etc.
Pescadores com grandes chapeus redondos em balsas de bambu. Picos de calcario ao fundo. Choroes, bambuzais e outras arvores. Arrozais. Um ceu lindo espelhado no rio. Estou falando daquela paisagem caracteristica da China, que eh inigualavel vista ao vivo.
Acho que ha muito tempo eu nao conseguia fotos tao bonitas quanto algumas de hoje! Estou ansioso para ve-las... O passeio de hoje conseguiu superar as minhas expectativas.
Como se nao bastasse isso, ainda fui brindado por um belo por-do-sol quando voltava a cidade!
E eh incrivel que, no Brasil, quase nao se ouve falar de Guilin! A cidade eh tao descohecida que eu quase a risquei do meu roteiro. Mas jah valeu a pena ter vindo ateh aqui. Conversando com outros turistas que tenho encontrado em minha viagem, a maioria passou ou vai passar por Pequim, Xangai, Xi'an e Guilin. E todos que foram a Xangai disseram que nao vale a pena - simplesmente uma grande cidade industrial. Exatamente a cidade que eu resolvi nao visitar! Cada uma das minhas leituras previas e preparativos tem sido muito validos, inclusive a tentativa de aprender chines...
Que, alias, tem uma pronuncia diferente aqui. O mais marcante sao os fonemas representados por "x" e "sh", que alguns pronunciam como "s" e outros como "ch". Detalhe? Pode ateh ser, mas basta isso para eles nao entenderem quando eu falo... Ou pior - considerando que "si" eh 4 e "shi" eh 10, estes dois numeros acabam ficando com a pronuncia bem parecida (soh se diferenciam pelo tom, que eh algo a que ainda nao me acostumei), e eh preciso ter cuidado na hora de negociar precos!

quarta-feira, 27 de agosto de 2008

Compras

Eh claro que uma parte importante desta viagem seriam (e estao sendo) as compras. Nao que eu seja um consumidor compulsivo, mas acho natural que, com tanta coisa diferente, eu me sinta tentado a trazer lembrancas para casa...
E ha mesmo muita coisa diferente! Por exemplo, feijoes saltadores - nao, brincadeira, aqui nao tem disso; feijoes saltadores eu soh encontro em paises tao estranhos que nem nome tem; a China eh diferente, mas nao chega a tanto.
Mas encontrei instrumentos musicais, livros, leques, kuaizi (talheres chineses), CDs, pinturas, carimbos...
Uma parte importante do processo de compra eh pechinchar. Exceto em alguns restaurantes e redes de lojas maiores, espera-se que o comprador pechinche sempre. Eu tenho a impressao que eles gostam tanto de pechinchar que os vendedores chegam a ficar desapontados se o comprador aceita o preco inicial sem reclamar! Isso as vezes complica as coisas, porque em alguns lugares, quando pergunto o preco de alguma coisa, a resposta eh: faca voce o preco, quanto voce pagaria? E as vezes eu nao tenho nocao do preco das coisas, ou nao tenho realmente intencao de comprar...
O que eh outro problema: qualquer olhar mais demorado e pronto - eles deduzem que estou interessado e ficam querendo me empurrar o produto; se faco mencao de ir embora, eles entendem como parte do jogo da pechincha e comecam a gritar e baixar o preco. Quase como uma feira nordestina levada ao extremo...
Ah, e as livrarias! Eh claro que, adorando livros, eu nao deixaria de ir a uma livraria - e de comprar livros. Mesmo que eu seja praticamente analfabeto em chines! Mas eh tudo tao barato, e ha livros tao tentatores! Comprei coisas como um livro de gravuras e classicos da literatura chinesa sobre os quais eu havia lido. Sao interessantes e bonitos, e considerando que custaram uns 5 reais cada, a unica dificuldade eh o peso que eles fazem na bagagem... Fora isso, no minimo enfeitarao minha estante ateh a minha segunda, terceira, quarta viagem a China, quando entao meu conhecimento de chines terah evoluido a ponto de eu conseguir le-los...

No Ninho de Pássaro



Para quem ainda não viu, este é um trecho da filmagem em que eu apareço comemorando a medalha de ouro que a Maurren ganhou no Ninho de Pássaro, em Pequim.

segunda-feira, 25 de agosto de 2008

Lugares turísticos

A Grande Muralha
Estou devendo minhas impressões sobre a Grande Muralha. Pois eu ainda não encontrei as palavras certas para descreve-la: eh magnifica! Hen piaolia, como dizem aqui! Este dia foi um dos pontos altos da viagem até agora. E não só pela Muralha em si, mas também pelas pessoas que tive oportunidade de conhecer.
Eu tinha medo de que estivesse simplesmente cheio de turistas e que fosse um passeio "artificial". Para evitar isso, a primeira dica era fugir de Badaling, o trecho mais perto de Pequim (e o mais visitado). Pois eu fui além: escolhi um passeio cujo foco principal passava longe das lojinhas de suvenires: um trecho íngreme de uns 10 km a ser percorrido em 4 h, a uns 80 km de Pequim.
E foi mesmo muito bom! Estava relativamente deserto, e o tempo também ajudou - foi o único dia até agora em que não fez um calor escaldante. No mesmo grupo que eu, gente de vários países - França, Inglaterra, Austrália, EUA, Alemanha etc. O grupo se espalhou ao longo do percurso, mas alguns seguiram juntos. Lá pelas tantas, ganhei a companhia de uma senhora da Mongólia Interior (ou seja, uma chinesa de etnia mongol) que vendia suvenires. Tivemos uma conversa muito interessante, ela me falou sobre a Mongólia, a família dela, a Muralha, e ainda me ensinou algumas palavras em mandarim.
Uma curiosidade é que varias das torres da Muralha são usadas pelos locais como local de descanso ou até mesmo de piquenique...
Ah, de quebra, andei de teleférico (para chegar até a Muralha) e de tirolesa (para descer dela). Confesso que quase preferi fazer a descida a pé, ao invés de me jogar com a tirolesa, mas tomei coragem e foi bem divertido.
Voltei cansado, mas satisfeito, e cheio de fotos. As fotos eu acho que só vou ver quando voltar ao Brasil... Ah, e é claro, cheio de histórias, também!
O Exército de Terracota
Xi'an, comparada a Pequim, é mais cinza, mais pobre e um pouco menos agradável. O Exército de Terracota também me decepcionou um pouco. Não que não tenha valido a pena - se eu tivesse ficado em Pequim, teria morrido de vontade de vir para cá. O Exército de Terracota é, sim, impressionante. Acontece que o passeio (ao menos o passeio que eu fiz) é pasteurizado para turistas que se satisfazem em tirar fotos-cartão-postal e comprar chaveirinhos de lembrança. Senti falta da sensação de liberdade que tive ao andar na Muralha com aquela imensidão deslumbrante à minha volta. Isso não era possível aqui - o exército de Xi'an está numa espécie de enorme museu. Um grande galpão que protege as estátuas de intempéries. E com turistas se acotovelando por uma foto. Possivelmente uma bela foto. Na saída, vendedores de bugigangas disputando os dólares dos visitantes. É, pensando bem, aqui eu não teria mesmo como encontrar a brisa que eu respirei no alto da Muralha...

domingo, 24 de agosto de 2008

O meu relógio

Algumas pessoas talvez se lembrem do meu relógio. É um bom relógio Casio, mas que já está velhinho - tem uns 10 anos. Há algumas semanas, os ponteiros pararam e eu passei a poder ver as horas só pelo mostrador digital.
Pois ontem eu parei num lugar para comprar uma garrafa de chá. Estava pagando quando o chinês que me atendia viu o relógio, gostou e perguntou quanto eu queria por ele...
Eu poderia talvez ter feito um bom negócio. Mas não sou malandro o suficiente para tentar vender um relógio com defeito... Nem conseguiria vender esse objeto que tem valor sentimental, foi presente da minha mãe e já me acompanhou a tantos lugares!
No final das contas, fiquei com o relógio e sai pensando nisso. Foi então que reparei que os ponteiros estavam numa posição diferente da que estavam antes. Hummm... Fiz o teste... E não é que o relógio tinha voltado a funcionar?
Se eu fosse supersticioso, poderia dizer que o fato de eu tê-lo virado de cabeca para baixo (afinal, estou do outro lado do mundo) fez bem a ele... Não importa. O legal é que os ponteiros estão firmes e fortes até agora e eu colecionei mais uma pequena história de viagem. Que tambem tem um paralelo com "A volta ao mundo em 80 dias", já que no livro do Júlio Verne há um relógio (o do criado Passepartout/Picaporte) com papel de destaque na história.

Xi'an

Xi'an - a rigor é assim mesmo, com apóstrofe, apesar de que em muitos lugares escrevem sem apóstrofe. Acontece que "Xian" seria um outro ideograma (outra sílaba), enquanto que "Xi'an" deixa claro que se trata de dois ideogramas (duas sílabas) e de uma pronúncia diferente.
Xi'an tem uns 7 milhoes de habitantes, ou seja, metade de Pequim e o equivalente a mais ou menos o Rio de Janeiro inteiro. É a cidade que foi capital da China por mais tempo ("apenas" alguns milhares de anos). A regiao central é cercada por uma bonita muralha (de certa forma, um pedaco da Grande Muralha), embora hoje ela tenha se expandido bastante fora dos muros.
Cheguei ontem à noite e ainda vi muito pouco, mas parece ser bem bonita. Terei pouco tempo aqui (amanhã já vou para Guilin). A atração mais conhecida no Ocidente sao as estátuas dos guerreiros de terracota, para onde vou daqui a pouco. Uma meia dúzia destas estatuas esteve em SP há alguns anos - pois o exército de terracota é literalmente um exército, com milhares de estátuas! Dizem que é impressionante.
Xi'an parece que não tem o brilho de Pequim com toda aquela vanguarda arquitetônica. Isso já era de se esperar. Mas depois eu conto as minhas impressões da cidade.

Vôlei masculino


Pois é, prata. Assim, com um ponto final, sem exclamação. Em outra ocasiao eu teria comemorado a prata, mas, depois de ouvir falar tanto desta seleção, e de ter ficado "mal-acostumado" (bem-acostumado) com a Maurren Maggi, eu esperava mais. Embora eu não possa reclamar, o resultado foi justo...
Desta vez, havia muito mais brasileiros, entao pude sentir um pouco mais do gostinho da nossa torcida. Mas o curioso foi que, do meu lado, estavam sentadas duas gurias com feições orientais mas vestidas com roupa verde-amarela e enroladas na bandeira brasileira. (Aqui se ve chineses torcendo pelo Brasil, mas me chamou a atencao foi que a bandeira e as camisetas eram realmente brasileiras, e nao simplesmente com as nossas cores.) Eu resolvi puxar assunto e perguntei (em chinês): nimen shi Zhongguoren ma? E a guria me respondeu na última e bela flor do Lácio, sem sotaque: fala português?
Só depois eh que me dei conta do inusitado: eu, o ocidental, falando chinês, e ela, a "oriental", falando português! Bem, descobri que era brasileira filha de chineses e que estava morando em Pequim há dois anos. A amiga era chinesa, mas tinha morado durante algum tempo no Brasil. Conversamos um pouco antes de começar o jogo do Brasil, e depois as nossas atenções se voltaram para a partida e para os gritos de incentivo.
E agora acabou... É melancólica essa despedida. Voltando para a pousada, vi os voluntários desmontando uma das tantas bancas de informações que estavam espalhadas pela cidade. Daqui a pouco comeca a cerimônia de encerramento, se é que já nao começou.
Mas para mim a viagem continua. Vou para o aeroporto - meu primeiro voo doméstico em "solo" (?) asiático. Proxima parada, Xi'an.
Beijing, zaijian! (Adeus, Pequim!)

sábado, 23 de agosto de 2008

Trânsito

Após alguns dias na cidade, começo a entender o transito de Pequim. A minha primeira impressão tinha sido a de algo que, embora aparentemente caótico, funciona e faz sentido para os chineses.
Há muitas bicicletas, como era de se esperar, e elas andam à direita dos carros, às vezes em uma pista separada. A principal lição para os pedestres como eu é: os carros obedecem à sinaleira, mas as bicicletas, por algum motivo, não. Elas têm trânsito livre e não param quando vem um pedestre na faixa. Ou seja: cuidado redobrado ao atravessar a rua... Minha tática tem sido, além de dobrar a atenção, atravessar de preferência junto com algum chinês - sinal de que é razoavelmente seguro.
O trânsito até que anda bem - muito menos congestionado que São Paulo. As avenidas em geral facilitam a localização, pois são todas paralelas e perpendiculares, alinhadas com os pontos cardeais (o que é um principio do feng shui). Boa parte das placas está escrita tanto com ideogramas chineses quanto com a transliteração para o nosso alfabeto. Mas quando só há ideogramas, fica difícil...
Metrô
Como em todas as cidades que eu conheço onde há metro, é a maneira mais fácil de um turista se locomover. E é muito barato! O equivalente a menos de 50 centavos de real cada passagem!
Táxi
Também é muito barato - já andei de táxi 3 vezes, e em nenhuma delas paguei mais do que uns 8 reais. O difícil é achar um táxi disponível - parece sempre que estão todos ocupados, ainda mais na saída dos jogos!
Outro inconveniente é que os motoristas em geral não sabem inglês. A dica é, para se safar dos apuros, andar com um mapa ou com o endereço escrito em mandarim - eu descobri que o ideal é um mapa em mandarim, como um que eu estou carregando o tempo todo.
Riquixá
Já no meu primeiro dia andei de riquixá motorizado. É um transporte curioso, mas precário. E, considerando que as outras opções são baratas, acaba não valendo a pena, a não ser como curiosidade ou quando não há alternativa. Negociar esta primeira viagem de riquixá foi, também, a minha primeira experiência de falar só mandarim com alguém que não sabe inglês. Funcionou bem, mas provavelmente eu poderia ter pago mais barato, se estivesse mais afiado na arte de pechinchar (os riquixás, ao contrário dos táxis, não têm taxímetro).
Depois, andei de ciclo-riquixá, ou seja, aquele triciclo em que o motorista vai pedalando e o passageiro atrás, num banco. Era uma viagem curta e eu resolvi experimentar por ser algo diferente e por não estar conseguindo achar um táxi livre. Mas confesso que me arrependi! Eu comecei a ver o motorista (nem sei se posso chamar de motorista) fazendo uma força danada para pedalar lomba acima, no sol, e eu sentado ali atrás, na sombra... Fiquei achando aquilo tudo uma situação tão primitiva, como se eu fosse um nobre e aquele pobre coitado estivesse fazendo algum trabalho forçado para mim. O pior é que algumas pessoas na rua olhavam para mim e eu, envergonhado, só baixava os olhos. Para me consolar, comecei a pensar que o motorista é que tinha insistido para me tomar como passageiro (e era verdade), que eu não tinha culpa de nada... Até que finalmente, chegamos. Paguei e saí aliviado...

sexta-feira, 22 de agosto de 2008

Minha primeira refeição chinesa (retrospectiva)


Como eu não consegui escrever no blogue durante os primeiros dias, as notícias acabaram atrasando e se acumulando. Por isso, vou contar por enquanto só algumas das muitas histórias; as outras ficam para quando eu voltar ao Brasil.
Minha primeira refeição chinesa foi num fast-food. Exatamente na saída da Cidade Proibida: vi que os chineses estavam se deliciando com o conteúdo de uma caixa de papel e resolvi investigar. Fui até o balcão e perguntei o que havia nas caixas. "Meal", é claro, foi a resposta da balconista. Havia de dois tipos: "chicken" e "sea food". Pensei comigo: nunca se sabe o que esperar de frutos do mar; já um frango é terreno seguro... Pedi um de frango. Para acompanhar, chá gelado, tipo Ice Tea - há por toda a parte, é barato e eu gosto bastante.
Então, a refeição... Um chinesinho invocado (como aqueles atendentes frenéticos do McDonald's que fazem tudo automaticamente, correndo contra o tempo) pegou a caixa e abriu. Havia um pote plástico com arroz; ele jogou por cima o conteúdo de um envelope (o tal frango, com batata e um molho bem apimentado, como descobri depois). Pegou um estilete, abriu furiosamente dois saquinhos plásticos que havia no fundo da caixa, misturou-os, colocou o pote com a comida por cima, tampou tudo e me entregou.
O negócio começou a fumegar. Um daqueles saquinhos tinha água, o outro tinha algum reagente químico muito, muito exotérmico em contato com a água. Eu fiquei ali parado e surpreso, vendo aquela caixa ferver e começar a queimar minhas mãos. Um casal que estava próximo se apiedou de mim e me convidou para sentar junto deles. Disseram que eu deveria esperar 8 minutos. Sentei e esperei. Lá pelo sexto minuto, a minha curiosidade fez com que eu quisesse levantar a tampa da caixa, no que fui impedido pelo casal - para minha segurança, suponho.
Quando passaram os 8 minutos, a mistura parou de evaporar e a comida estava quente. Peguei a colherinha que havia na caixa, menor que uma colher de chá, e comecei a pesquisa gastronômica. Quente. Bem apimentado. O arroz é diferente, com um sabor marcante e agradável, acho que é arroz-de-jasmim. Mas onde estava o frango? Olhando com atenção para a caixa, identifiquei alguns ossos, algumas pelancas e, ah! um pedaço de pé de galinha! Não fui enganado, aquilo era mesmo um galináceo...
Eu me senti como o Groo (quem lembra do personagem do Sergio Aragonés), que adorava miúdos... Minha dúvida seguinte foi: será que eles esperam que eu coma todos esses ossos que estão triturados e misturados no molho? Não vi ninguém catando nada na comida e não quis perguntar ao casal. Por via das dúvidas, separei discretamente os ossos da minha comida...
O que importa é que sobrevivi. Depois desta, já vieram outras esquisitices. Estou mantendo a média de uma refeição chinesa por dia; o resto é McDonald's ou KFC - muito barato, como tudo por aqui. Aliás, a caixa com "frango" mais meio litro de "Ice Tea" custa o equivalente a 5 reais, o mesmo preço de um Número 1 no McDonald's daqui.
Enfim... Estou sobrevivendo!

Eu estava lah!!!


Sim, eu vi a Maurren Maggi conquistar a medalha de ouro! E, pelo visto, quem estava atento tambem me viu, pela televisao! Bem, eu apareci pelo menos umas tres vezes no telao do estadio, entao imaginei que poderia ter aparecido na televisao - jah vi que sim!
Foi emocionante demais! Pode ser ateh que eu veja outra medalha de ouro do Brasil, no volei, mas nao vai se comparar a isso. Numa final de volei sao soh dois competidores, e o vencedor vai se desenhando ao longo da partida... Jah numa competicao de salto, ate o ultimo instante tudo pode mudar!
E eu estava pensando que paguei caro demais pelo ingresso... Bom, poderia realmente ter conseguido mais barato (os chineses sao mestres na arte de pechinchar, e em mandarim), mas valeu a pena!
Imaginem que, onde eu estava, eu era o unico brasileiro. Mas, quando as nossas atletas comecaram a saltar, eu comecei a agitar a bandeira, bater palmas e gritar - Baxi jiayou (Vamos, Brasil), incentivando os outros torcedores. Acabei fazendo com que um setor inteiro do estadio, pelo menos, torcesse junto comigo! Baxi jiayou! Baxi jiayou! Quando a medalha estava para ser decidida (antes do salto da russa), um chines ficou do meu lado com uma camera na mao, se apresentou como reporter da Panasonic (?!) e pediu para me filmar! Quando a russa saltou, eu vi que tinha sido um bom salto, ainda ficou aquele suspense ateh que aparecesse a marca dela no placar e eu pudesse gritar. E como gritei! Nessa hora, a torcida toda gritou comigo, uns me davam parabens e outros pediam para tirar foto comigo. Bem, se no jogo de futebol eu calculei que umas 20 pessoas quiseram tirar foto comigo, esta noite eu perdi a conta! Ateh que uma pessoa da seguranca do estadio veio ficar do meu lado, impedindo mais fotos, porque a fila de gente estava ficando grande e atrapalhando os espectadores... Voces conseguem imaginar isso?!
Bem, para finalizar, eu digo que eh muito emocionante estar do outro lado do mundo, longe de todos, e poder cantar o Hino Nacional entre milhares de pessoas. Isso me faz lembrar a minha terra, as pessoas que eu amo... Dah saudade, mas tambem muito orgulho e a certeza de que tudo isso esta valendo a pena.
Abracos, muitos abracos, zaijan!

sábado, 16 de agosto de 2008

Quase lá!



Agora faltam menos de 24 h para o embarque! A ansiedade é tanta! Tanta que eu pretendia ir dormir cedo, para já me acostumar ao fuso, mas quem disse que sinto sono?
Até porque cheguei hoje de outra viagem: o lançamento de meu livro na Bienal de SP foi daqueles momentos que não são esquecidos facilmente! Bom, mas agora eu precisarei parar um pouco de pensar no livro e voltar aos meus estudos de mandarim... Pelo menos, tenho algumas horas de vôo para decorar as frases mais essenciais.
Enquanto isso, reviso mil vezes a mala e minha lista de bagagens, de reservas e de ingressos... Aliás, confesso que foi quando tive na mão os vistos e os ingressos para os jogos é que eu comecei a acreditar que a viagem era coisa séria...
Espero que torçam por mim! Eu, é claro, estarei levando tanta gente no coração!... Mudando um pouco o lema olímpico, Beijing huanjing women, ou seja, Pequim nos dá as boas-vindas!

quinta-feira, 14 de agosto de 2008

Preparativos

O planejamento de uma viagem costuma ser, por si só, uma outra viagem. Ainda mais quando se trata de lugares tão diversos do nosso cotidiano quanto Índia e China! Pois, enquanto fazia os preparativos, eu me deparei com várias pequenas situações um tanto curiosas que, aos poucos, foram servindo de tempero (ou massala, como dizem os indianos) para tudo que estou prestes a ver.

O site que tem horário de funcionamento
Uma parte importante do meu planejamento para a Índia era reservar as passagens de trem. Apesar de eu, obviamente, não estar acostumado a reservas de trem no Brasil - quanto mais na Índia -, até que não foi difícil. Mas o curioso é que a reserva precisa ser feita no horário comercial (segundo o fuso horário indiano, é claro). O site da empresa de trem fecha em certos horários, exatamente como uma loja de verdade! Talvez os bytes também precisem descansar, e ninguém havia se dado conta disso antes... Ou então a influência portuguesa na Índia é ainda mais forte do que eu pensava.

As opções de comida no avião
Minha viagem inclui um trecho doméstico de avião na Índia. Certo, basta ver as opções, escolher qual companhia aérea/horário/preço é mais conveniente e fazer a reserva, como fazemos no Brasil. Mas... quem viaja há mais tempo há de lembrar que, há alguns anos, as cias. aéreas ofereciam opções de refeições especiais. Uma empresa que tivesse um bom serviço, como a antiga VARIG, chegava a ter meia dúzia de opções: comum, light, frutos do mar, vegetariana, frutas, infantil. E na Índia? A Jet Airways oferece, num trecho curto, 27 opções! A maioria é de opções vegetarianas mais ou menos restritivas para atender às diferentes religiões que formam o caldeirão cultural do país. Sem contar a comida kosher, muçulmana... Eu escolhi a opção "não-vegetariana". Como além desta havia uma "refeição ocidental", também não-vegetariana, acho que a minha opção garante um nível mínimo de exotismo. Desde que não venha um rato grelhado ou um espetinho de barata...

A livraria
Ganhei um cupom de desconto numa loja indiana e, por curiosidade, visitei o site deles, a la Submarino. Fui na seção de livros. Além da classificação a que estamos acostumados (ficção, não-ficção, auto-ajuda, técnicos etc.), os livros estão divididos por idioma. São 11 opções que incluem, além de algumas línguas européias, hindi, tâmil, malaiala, telugu e outras - todas línguas oficiais da Índia! Não é fácil imaginar a convivência num país tão diverso... Bom, eu visitarei a região que fala hindi, além do inglês, e prometo trazer pelo menos um livro ou revista deles, mesmo que eu entenda praticamente nada!