segunda-feira, 14 de setembro de 2009

Bumba-meu-boi

Acho interessantíssima a forma com que esta manifestação folclórica se diversificou ao ganhar o Brasil. No Sul, fundiu-se a festejos trazidos pelos açorianos e virou o boi-mamão. No Norte, assumiu um caráter de festa organizada que atrai multidões como boi-bumbá. No Maranhão, como bumba-meu-boi, mantém uma de suas formas mais tradicionais e mais celebradas.
Dizem que ainda preciso ir ao Maranhão (como, de resto, a qualquer lugar do Nordeste) em época de São João. Este santo, que é festejado em cada pedaço do país com um ritmo e uma intensidade diferentes, lá tem as cores e a força do Bumba-meu-boi. Mesmo fora da época, sente-se pelas cidades o Boi.
Bem, estamos em setembro, as festas juninas já ficaram para trás... Mas o Bumba-meu-boi segue em São Luís. O que se vê agora é a morte do Boi. Morte? Sim, pois a festa se alimenta de um ciclo de morte e ressurreição contínuas do Boi; é preciso que ele morra para renascer, mais forte, no próximo ano. Com o carisma que, entre tantas festas, faz dele uma festa única.





texto e fotografias (Boi Caprichos de Oliveira, de São Luís) por Eduardo Trindade

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